segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Restaurante Popular: Bom preço e um cardápio de qualidade

Texto e fotos: Lilian Érica
Entrevista em áudio: Guilherme Pacelli

Foto Lilian Érica

Comida brasileira de qualidade, servida a um baixo custo. Nos Restaurantes Populares de Belo Horizonte é assim. Enquanto o valor médio das refeições na cidade pode ultrapassar R$ 17,00 segundo dados da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador), um projeto bastante conhecido, porém pouco usufruído pela grande maioria população, é uma opção para quem passa todos os dias pela capital e procura uma alternativa para se alimentar sem gastar muito.

Com a inauguração da primeira unidade em 1994, a Rede de Restaurantes Populares, que conta hoje com quatro unidades (Centro, Região Hospitalar, Venda Nova e Barreiro), atende mais de 12 mil pessoas diariamente, com preços que variam de R$ 0,50 para o café da manhã, R$ 2,00 para o almoço e R$ 1,00 para o jantar.

Cerca de 60 profissionais estão a postos diariamente para atender a população. É o caso do Supervisor Operacional Maurosid, que trabalha no Restaurante Popular I há dois anos e sempre foi usuário do serviço: “Eu acho a comida ótima e também pelo que eu colho de opiniões, o nível da comida é considerado muito bom pela população. É muito raro alguma reclamação”. E ainda conclui “Aqui se você vier com fome, você vai se alimentar bem e achar a comida ótima”.

Os Restaurantes Populares tem um cardápio variado elaborado pela equipe técnica da Prefeitura em parceria com Hortas Comunitárias. O cidadão que passa por lá, pode aproveitar uma variedade de carnes e peixes, saladas, sucos e sobremesas, que são subsidiados pelo poder Municipal, proporcionando um preço baixo a população.

Confira na integra a entrevista no restaurante Popular I.



Restaurante Popular I

Av. do Contorno, 11.484 - Centro
Horário de Funcionamento:
6:30 às 8 horas - café da manhã - R$ 0,50
10:30 às 14 horas - almoço - R$2,00
17 às 20 horas - jantar - R$1,00
marmitex: R$3,50

Restaurante Popular II
Rua Ceará, 490 - Santa Efigênia (região hospitalar)
Horário de Funcionamento:
6:30 às 8 horas - café da manhã - R$ 0,50
10:30 às 14 horas - almoço - R$2,00
17 às 20 horas - jantar - R$1,00
marmitex: R$3,50

Restaurante Popular III
R. Pe. Pedro Pinto, 2277 - Venda Nova
Horário de Funcionamento:
6:30 às 8 horas - café da manhã - R$ 0,50
10:30 às 14 horas - almoço - R$2,00
17 às 20 horas - jantar - R$1,00
marmitex: R$3,50

Restaurante Popular IV
Av. Afonso Vaz de Melo, 1001 - Barreiro
Horário de Funcionamento:
6:30 às 8 horas - café da manhã - R$ 0,50
10:30 às 14 horas - almoço - R$2,00
17 às 20 horas - jantar - R$1,00
marmitex: R$3,50

Foto: Lilian Érica

domingo, 30 de outubro de 2011

O futuro da produção de conteúdo online


Com a expansão crescente da internet e o acesso cada vez mais fácil possibilitado pelo surgimento dos dispositivos móveis, como tablets e smartphones, que podem ser integrados facilmente à redes 3G e Wi-fi, a produção de conteúdo para essas plataformas tornou-se um grande desafio.

A explosão do número de usuários da internet nos últimos 7 anos e mais recentem
ente a explosão das conexões sem fio por locais públicos das grandes cidades, acompanhadas pela disseminação dos dispositivos móveis que possibilitam acessar conteúdo online, o que antes era criado pensando apenas nos usuários dos grandes e "cômodos" desktops, está sendo revisto. A criação de projetos quase que exclusivos para essas plataformas tem exigido uma maior qualificação de jornalistas e profissionais da comunicação visual, que devem cada vez mais adequar a linguagem aos usuários desses aparelhos.

Não se trata de pura e simplesmente converter um formato de arquivo em outro para que seja usado em outro aparelho, mas sim de converter para outro estilo. O que lemos no conforto de casa, em um computador de mesa, e talvez com tempo, pode não ser adequado quando estamos falando de celulares, tablets e outros aparelhos móveis que usamos no ônibus, no metrô, na praça de alimentação do shopping ou até mesmo na rua, locais que as pessoas priorizam a objetividade e não desejam ficar muito tempo presas à uma mesma coisa.

Pesquisas já apontam que jovens de 18 à 24 anos passam na internet o dobro do tempo dedicado à TV, e esse acesso é feito cada vez mais através de dispositivos móveis. Isso está fazendo surgir muitos projetos que se dedicam inteiramente ao "mundo virtual".

Já existem muitas revistas brasileiras inteiramente digitais. Além de economizar na produção, já que não há custos com impressão e distribuição, estas revistas tem um baixo custo para os leitores ou em algumas casos são gratuitas. Um grande exemplo é a Revista Arkade, dedicada ao mundo dos jogos eletrônicos e que desde 2009 tem o título de primeira revista de videogames brasileira 100% digital. Com mais de 10 mil leitores mensais, a Revista abriu portas para o surgimento de outros projetos na área. E vale ressaltar que ela pode ser baixada gratuitamente por qualquer usuário da internet.

Até a Editora Abril, maior empresa do ramo no país está se modernizando e entrando na era da produção de conteúdo para dispositivos móveis. Segundo Victor Civita Neto, diretor da Abril Digital, a empresa está procurando seguir as tendências globais. Para ele, a redação do futuro será integrada. No centro haverá uma mesa de onde o diretor de conteúdo decidirá como a informação deverá ser tratada e apresentada ao leitor, levando em conta as características de cada plataforma (impresso, web, celular, áudio ou vídeo).Haverá ilhas de edição ao lado de fileiras de mesas com computadores. Cada um deles terá entrada para áudio, para a produção de arquivos sonoros. Suas telas serão bipartidas: uma parte será para o trabalho, outra para comunicação.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O jornalismo cidadão

por Karla Amaral e Lilian Érica




Nesse cenário, a contribuição de cada pessoa tem valor.
Colaboração é a palavra-chave e, por isso, o conceito de jornalismo cidadão permeia todos os títulos da coleção. Ocupar seu espaço na web significa também transformar o jornalismo em uma conversa de um para um, um para muitos e de muitos para muitos.

A ética do que é produzido sem regras e técnicas jornalísticas é a primeira questão que emerge. Quem garante a veracidade da notícia? Que cuidados toma o autor não profissional em relação ao que produz? É preciso cursar uma faculdade para exercer a
função de jornalista? Quais são os limites da privacidade em um mundo onde todos são
repórteres de plantão?

O jornalismo cidadão é uma conversa entre quem faz a notícia e quem a recebe. No áudio abaixo, é possível entender um pouco mais dessa modalidade jornalística que, com o avanço da internet, dos meios de comunicação e tecnologia, vem ganhando mais força.


















A história das redes sociais

por Guilherme Pacelli
Se você pensa que as redes sociais virtuais só surgiram depois da invenção da internet se enganou. Na distante década de 1930, o Notificator, uma espécie de robô futurista, instalado em estações, lojas e ruas da capital inglesa, era utilizado pelos cosmopolitas cidadãos da cidade, para deixar mensagen para seus amigos, bastando para isso, a inserção de uma moeda.
Foto: Blog mais estudo
Mas saindo um pouco do início do século XX, o grande salto de desenvolvimento dessas redes sociais virtuais, só se deu mesmo na segunda metade do século, na loucura da Guerra Fria e com o surgimento da Arpanet, uma espécie de internet primitiva. Com a interligação de computadores por meio de redes telefônicas, a troca de mensagens escritas por pessoas através de computadores começou a caminhar, e o primeiro e-mail, enviado em 1972, é considerado um marco nessa evolução.
Foto: Blog mais estudo
Em 1978, seis anos depois do início do envio de e-mails, nasce o CBBS (Computer Bulletin Board System), uma espécie de computador que informava aos membros de uma rede, sobre eventos importantes que ocorreriam.

Na década seguinte, com a popularização dos computadores pessoais graças ao Personal Computer da IBM, entra em operação a The Well, pioneira no formato de rede social virtual que conhecemos hoje. Ela começou fornecendo boletins informativos e logo depois evoluiu para um sistema de fóruns de discussão, sendo uma das mais antigas redes sociais ainda em operação.
Porém o grande salto mesmo se deu graças ao pouco lembrado gênio, Tim Berners-Lee, que em 1991 colocou no ar pela primeira vez a World Wide Web. A partir daí houve uma grande enxurrada de novos sistemas e redes de interação virtual.

Foto: Blog mais estudo
Ainda na década de 90, mais pre
cisamente em 1996 surge o I Seek You (Eu procuro você), ou melhor dizendo o ICQ, pioneiro entre os mensageiros instantâneos. A Microsoft, mostrando sua tradição em tentar seguir tendências para não perder mercado, lança em 1999 o MSN Messenger, hoje a rede de comunicação instantânea mais popular no Brasil e com mais de 320 milhões de usuários ao redor do globo.

Em 2011, provando mais uma vez sua força e popularidade, o vídeo musical de Rebecca Black, cantora revelada pelo site de compartilhamento de vídeos Youtube, recebe 18 milhões de acessos em 1 semana. Com 90% de avaliações negativas e se tornando um hit instantâneo, o vídeo logo é retirado do ar, mas não antes de atingir 167 milhões de acessos.

Assim o fenômeno das redes sociais caminha, mostrando que vive de momentos, com redes sendo criadas a todo o momento, algumas saindo de circulação, e outras que antes eram febres, caindo ou começando a cair no esquecimento. Com uma história não tão antiga, mas que como a da internet ainda tem um futuro definido.

Saiba mais sobre outras redes sociais não citadas no texto, no vídeo abaixo que conta com os exemplos dos atuais twitter e facebook.


domingo, 2 de outubro de 2011

Museu Inimá de Paula recebe mostra sobre Arte Digital

Foto:Lilian Lopes
Acostumado a agraciar seus visitantes com obras de artistas importantes, o museu Inimá de Paula, localizado na Rua da Bahia, coração da capital mineira, dessa vez inovou, mas sem tirar dos seus visitantes o sentimento de surpresa ao comtemplar uma de suas exposições.
Até o dia 02 de outubro, o museu recebe o Festival de Arte Digital. Um projeto inusitado, sobre a exploração inventiva de novas tecnologias no campo da arte e da comunicação. Com uma proposta que pretende mostrar que o mundo continua mudando e a arte como modo de pensar e senti-lo, busca através da cinética, novas formas de pensar o cotidiano, a mostra traz obras de artistas tanto brasileiros quanto europeus.
Ao visitar as galerias do prédio, o visitante terá a chance de comtemplar obras como as da artista Juliana Mori, que transformou uma máquina de costura rústica, numa peça que além de fazer roupas, consegue projetar slides numa tela. Também poderá ver a obra “Parasimétrica” do Carioca Cadu Lacerda, que criou uma obra que usa um código computacional que transforma a digitação de letras, num código de cores. Uma espécie de alfabeto colorido e oculto que revela mensagens filosóficas.
No total a mostra tem 21 obras surpreendentes dos mais variados estilos e funções, entre performances, instalações e oficinas, provenientes de seis países.
O museu está aberto à visitação às terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 19h, às quintas, de 12h às 21h e aos domingos, das 12h às 19h. Visitas guiadas devem ser marcadas previamente.
O Museu Inimá de Paula está localizado na Rua da Bahia, 1201, Centro de Belo Horizonte. A entrada é franca.
“Parasimétrica”
obra que usa um código
computacional que transforma a digitação de letras,
 num código de cores
Foto:Lilian Lopes
máquina de costura rústica,
numa peça que além de fazer roupas,
 consegue projetar slides numa tela.
Fotos:Lilian Erica
máquina de costura rústica,
que consegue projetar slides numa tela.
Foto:Lilian Lopes

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Internet: A Revolução e a evolução da comunicação

Depois da invenção dos tipos móveis por Guttemberg no século XV, o mundo passou 500 anos sem viver uma revolução realmente impactante no campo da comunicação e cultura e que pudesse difundir os ideais humanos quebrando fronteiras. Isso só ocorreu novamente a menos de cinco décadas, quando os primeiros passos para a criação da Internet foram dados nos Estados Unidos.

Tudo começou lá no já longínquo anos 60, mais precisamente na segunda metade da década, quando os americanos, temendo perder informações governamentais em um mundo que vivia sob o risco de um ataque Soviético (sim estávamos na Guerra Fria), criaram uma rede que guardasse informações virtualmente, sem que as mesmas permanecessem num só lugar. Nascia assim, a ArpaNet, que teve sua primeira conexão bem sucedia somente em 1969.


Já em 1972, no caminho da evolução, é criado por Ray Tomlinson, o primeiro programa de envio e recebimento de e-mails, que logo fez surgir o primeiro antivirús, chamado “Reaper”.

Na década seguinte em 1981, a IBM lança o seu Personal Computer, inciando a popularização dos computadores pessoais pelo mundo. Nessa época, o Minitel, serviço que de video e texto que possibilitava a consulta de informações através de uma rede, foi considerado o serviço online mais bem sucedido até o surgimento da World Wide Web na década seguinte.



E por falar em WWW, ela foi ao ar pela primeira vez em 1991, criada e idealizada por Tim Benners Lee, que queria democratizar as informações através da rede. Porém, se você pensa que o surgimento das redes sociais veio somente depois da criação da World Wide Web, se enganou. Em 1985, a The Well, começou a entrar em operação, e pode ser considerada a pioneira das Redes Sociais, começando com um sistema de publicação de boletins, e mais tarde evoluindo para o sistema de forúns de discussão online.


Porém, como nem tudo são flores, a internet não trouxe somente alegrias, pelo menos para quem é do ramo da música e do cinema. Com esse espaço ilimitado e de acesso irrestrito que é a rede, o compartilhamento gratuito de arquivos de áudio e vídeo, se banalizou, é se tornou tão comum, que faz a indústria mundial perder bilhões de dólares todos os anos. Mesmo sendo crime, a pirataria pela internet é tão comum, que é praticamente impossível não encontrar alguém que já tenha baixado arquivos que não deveriam ser gratuitos. Aí surge o questionamento: Até onde essa revolução da Web chegará? Governos e empresas conseguirão controlar o acesso e o uso dessa rede criada para ser democrática? Tentativas de controle no curto tempo de vida dela não faltam.É esperar para ver se haverá sucesso nisso ou não.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Transmissão da CBN movimenta alunos de Jornalismo da UNI-BH

Foi assim: Num auditório cheio e sob os olhares curiosos dos jovens comunicadores daUNI-BH, que o programa CBN-BH, foi transimitido ao vivo direto do campus da rua Diamantina, nesta segunda-feira, 12 de setembro.
Com uma visível concentração do apresentador e também de sua equipe, que nem nos intervalos se ausentavam ou "relaxavam", a programação matutina da CBN-BH se desenrolou, primeiro com a transmissão em rede da programação nacional da rádio que contou com a participação da comentarista econômica Miriam Leitão, e depois com inserções ao vivo da repórter Shirley Sousa (ex-estudante da Uni-bh), que nos intervalos trazia como de costume notícias sobre o trânsito na capital.
Às dez da manhã, já em transmissão local, foi a vez da realização do debate da CBN, que contou com dois convidados: A urbanista Cláudia Pires e o Professor Bruno da UNI-BH. Cláudia respondeu perguntas da platéia sobre a revitalização urbanística do Bairro da Lagoinha, enquanto Bruno, falou sobre endividamento e a responsabilidade de um consumo consciente.
O mais interessante da experiência foi poder visualisar os bastidores de um dos noticiários mais famosos do rádio. Desde a preparação dos profissionais, a concentração e o jeito de trabalhar, desmistificando bastante para os novos estudantes de comunicação o processo de fazer Rádio.

Foto:Jéssica Meireles
Assista à videos da transmissão no link abaixo:

Vídeo