domingo, 30 de outubro de 2011

O futuro da produção de conteúdo online


Com a expansão crescente da internet e o acesso cada vez mais fácil possibilitado pelo surgimento dos dispositivos móveis, como tablets e smartphones, que podem ser integrados facilmente à redes 3G e Wi-fi, a produção de conteúdo para essas plataformas tornou-se um grande desafio.

A explosão do número de usuários da internet nos últimos 7 anos e mais recentem
ente a explosão das conexões sem fio por locais públicos das grandes cidades, acompanhadas pela disseminação dos dispositivos móveis que possibilitam acessar conteúdo online, o que antes era criado pensando apenas nos usuários dos grandes e "cômodos" desktops, está sendo revisto. A criação de projetos quase que exclusivos para essas plataformas tem exigido uma maior qualificação de jornalistas e profissionais da comunicação visual, que devem cada vez mais adequar a linguagem aos usuários desses aparelhos.

Não se trata de pura e simplesmente converter um formato de arquivo em outro para que seja usado em outro aparelho, mas sim de converter para outro estilo. O que lemos no conforto de casa, em um computador de mesa, e talvez com tempo, pode não ser adequado quando estamos falando de celulares, tablets e outros aparelhos móveis que usamos no ônibus, no metrô, na praça de alimentação do shopping ou até mesmo na rua, locais que as pessoas priorizam a objetividade e não desejam ficar muito tempo presas à uma mesma coisa.

Pesquisas já apontam que jovens de 18 à 24 anos passam na internet o dobro do tempo dedicado à TV, e esse acesso é feito cada vez mais através de dispositivos móveis. Isso está fazendo surgir muitos projetos que se dedicam inteiramente ao "mundo virtual".

Já existem muitas revistas brasileiras inteiramente digitais. Além de economizar na produção, já que não há custos com impressão e distribuição, estas revistas tem um baixo custo para os leitores ou em algumas casos são gratuitas. Um grande exemplo é a Revista Arkade, dedicada ao mundo dos jogos eletrônicos e que desde 2009 tem o título de primeira revista de videogames brasileira 100% digital. Com mais de 10 mil leitores mensais, a Revista abriu portas para o surgimento de outros projetos na área. E vale ressaltar que ela pode ser baixada gratuitamente por qualquer usuário da internet.

Até a Editora Abril, maior empresa do ramo no país está se modernizando e entrando na era da produção de conteúdo para dispositivos móveis. Segundo Victor Civita Neto, diretor da Abril Digital, a empresa está procurando seguir as tendências globais. Para ele, a redação do futuro será integrada. No centro haverá uma mesa de onde o diretor de conteúdo decidirá como a informação deverá ser tratada e apresentada ao leitor, levando em conta as características de cada plataforma (impresso, web, celular, áudio ou vídeo).Haverá ilhas de edição ao lado de fileiras de mesas com computadores. Cada um deles terá entrada para áudio, para a produção de arquivos sonoros. Suas telas serão bipartidas: uma parte será para o trabalho, outra para comunicação.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O jornalismo cidadão

por Karla Amaral e Lilian Érica




Nesse cenário, a contribuição de cada pessoa tem valor.
Colaboração é a palavra-chave e, por isso, o conceito de jornalismo cidadão permeia todos os títulos da coleção. Ocupar seu espaço na web significa também transformar o jornalismo em uma conversa de um para um, um para muitos e de muitos para muitos.

A ética do que é produzido sem regras e técnicas jornalísticas é a primeira questão que emerge. Quem garante a veracidade da notícia? Que cuidados toma o autor não profissional em relação ao que produz? É preciso cursar uma faculdade para exercer a
função de jornalista? Quais são os limites da privacidade em um mundo onde todos são
repórteres de plantão?

O jornalismo cidadão é uma conversa entre quem faz a notícia e quem a recebe. No áudio abaixo, é possível entender um pouco mais dessa modalidade jornalística que, com o avanço da internet, dos meios de comunicação e tecnologia, vem ganhando mais força.


















A história das redes sociais

por Guilherme Pacelli
Se você pensa que as redes sociais virtuais só surgiram depois da invenção da internet se enganou. Na distante década de 1930, o Notificator, uma espécie de robô futurista, instalado em estações, lojas e ruas da capital inglesa, era utilizado pelos cosmopolitas cidadãos da cidade, para deixar mensagen para seus amigos, bastando para isso, a inserção de uma moeda.
Foto: Blog mais estudo
Mas saindo um pouco do início do século XX, o grande salto de desenvolvimento dessas redes sociais virtuais, só se deu mesmo na segunda metade do século, na loucura da Guerra Fria e com o surgimento da Arpanet, uma espécie de internet primitiva. Com a interligação de computadores por meio de redes telefônicas, a troca de mensagens escritas por pessoas através de computadores começou a caminhar, e o primeiro e-mail, enviado em 1972, é considerado um marco nessa evolução.
Foto: Blog mais estudo
Em 1978, seis anos depois do início do envio de e-mails, nasce o CBBS (Computer Bulletin Board System), uma espécie de computador que informava aos membros de uma rede, sobre eventos importantes que ocorreriam.

Na década seguinte, com a popularização dos computadores pessoais graças ao Personal Computer da IBM, entra em operação a The Well, pioneira no formato de rede social virtual que conhecemos hoje. Ela começou fornecendo boletins informativos e logo depois evoluiu para um sistema de fóruns de discussão, sendo uma das mais antigas redes sociais ainda em operação.
Porém o grande salto mesmo se deu graças ao pouco lembrado gênio, Tim Berners-Lee, que em 1991 colocou no ar pela primeira vez a World Wide Web. A partir daí houve uma grande enxurrada de novos sistemas e redes de interação virtual.

Foto: Blog mais estudo
Ainda na década de 90, mais pre
cisamente em 1996 surge o I Seek You (Eu procuro você), ou melhor dizendo o ICQ, pioneiro entre os mensageiros instantâneos. A Microsoft, mostrando sua tradição em tentar seguir tendências para não perder mercado, lança em 1999 o MSN Messenger, hoje a rede de comunicação instantânea mais popular no Brasil e com mais de 320 milhões de usuários ao redor do globo.

Em 2011, provando mais uma vez sua força e popularidade, o vídeo musical de Rebecca Black, cantora revelada pelo site de compartilhamento de vídeos Youtube, recebe 18 milhões de acessos em 1 semana. Com 90% de avaliações negativas e se tornando um hit instantâneo, o vídeo logo é retirado do ar, mas não antes de atingir 167 milhões de acessos.

Assim o fenômeno das redes sociais caminha, mostrando que vive de momentos, com redes sendo criadas a todo o momento, algumas saindo de circulação, e outras que antes eram febres, caindo ou começando a cair no esquecimento. Com uma história não tão antiga, mas que como a da internet ainda tem um futuro definido.

Saiba mais sobre outras redes sociais não citadas no texto, no vídeo abaixo que conta com os exemplos dos atuais twitter e facebook.


domingo, 2 de outubro de 2011

Museu Inimá de Paula recebe mostra sobre Arte Digital

Foto:Lilian Lopes
Acostumado a agraciar seus visitantes com obras de artistas importantes, o museu Inimá de Paula, localizado na Rua da Bahia, coração da capital mineira, dessa vez inovou, mas sem tirar dos seus visitantes o sentimento de surpresa ao comtemplar uma de suas exposições.
Até o dia 02 de outubro, o museu recebe o Festival de Arte Digital. Um projeto inusitado, sobre a exploração inventiva de novas tecnologias no campo da arte e da comunicação. Com uma proposta que pretende mostrar que o mundo continua mudando e a arte como modo de pensar e senti-lo, busca através da cinética, novas formas de pensar o cotidiano, a mostra traz obras de artistas tanto brasileiros quanto europeus.
Ao visitar as galerias do prédio, o visitante terá a chance de comtemplar obras como as da artista Juliana Mori, que transformou uma máquina de costura rústica, numa peça que além de fazer roupas, consegue projetar slides numa tela. Também poderá ver a obra “Parasimétrica” do Carioca Cadu Lacerda, que criou uma obra que usa um código computacional que transforma a digitação de letras, num código de cores. Uma espécie de alfabeto colorido e oculto que revela mensagens filosóficas.
No total a mostra tem 21 obras surpreendentes dos mais variados estilos e funções, entre performances, instalações e oficinas, provenientes de seis países.
O museu está aberto à visitação às terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 19h, às quintas, de 12h às 21h e aos domingos, das 12h às 19h. Visitas guiadas devem ser marcadas previamente.
O Museu Inimá de Paula está localizado na Rua da Bahia, 1201, Centro de Belo Horizonte. A entrada é franca.
“Parasimétrica”
obra que usa um código
computacional que transforma a digitação de letras,
 num código de cores
Foto:Lilian Lopes
máquina de costura rústica,
numa peça que além de fazer roupas,
 consegue projetar slides numa tela.
Fotos:Lilian Erica
máquina de costura rústica,
que consegue projetar slides numa tela.
Foto:Lilian Lopes