
Com a expansão crescente da internet e o acesso cada vez mais fácil possibilitado pelo surgimento dos dispositivos móveis, como tablets e smartphones, que podem ser integrados facilmente à redes 3G e Wi-fi, a produção de conteúdo para essas plataformas tornou-se um grande desafio.

Não se trata de pura e simplesmente converter um formato de arquivo em outro para que seja usado em outro aparelho, mas sim de converter para outro estilo. O que lemos no conforto de casa, em um computador de mesa, e talvez com tempo, pode não ser adequado quando estamos falando de celulares, tablets e outros aparelhos móveis que usamos no ônibus, no metrô, na praça de alimentação do shopping ou até mesmo na rua, locais que as pessoas priorizam a objetividade e não desejam ficar muito tempo presas à uma mesma coisa.
Já existem muitas revistas brasileiras inteiramente digitais. Além de economizar na produção, já que não há custos com impressão e distribuição, estas revistas tem um baixo custo para os leitores ou em algumas casos são gratuitas. Um grande exemplo é a Revista Arkade, dedicada ao mundo dos jogos eletrônicos e que desde 2009 tem o título de primeira revista de videogames brasileira 100% digital. Com mais de 10 mil leitores mensais, a Revista abriu portas para o surgimento de outros projetos na área. E vale ressaltar que ela pode ser baixada gratuitamente por qualquer usuário da internet.
Até a Editora Abril, maior empresa do ramo no país está se modernizando e entrando na era da produção de conteúdo para dispositivos móveis. Segundo Victor Civita Neto, diretor da Abril Digital, a empresa está procurando seguir as tendências globais. Para ele, a redação do futuro será integrada. No centro haverá uma mesa de onde o diretor de conteúdo decidirá como a informação deverá ser tratada e apresentada ao leitor, levando em conta as características de cada plataforma (impresso, web, celular, áudio ou vídeo).Haverá ilhas de edição ao lado de fileiras de mesas com computadores. Cada um deles terá entrada para áudio, para a produção de arquivos sonoros. Suas telas serão bipartidas: uma parte será para o trabalho, outra para comunicação.

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